Governo
do Estado homenageia o artista precursor do movimento manguebeat dando seu nome
à maior casa de espetáculos de Pernambuco. Cerimônia ocorreu nesta quarta-feira
(30), no foyer do teatro, onde há 25 anos o cantor foi velado
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O cantor Francisco de Assis França, mais
conhecido como Chico Science, revolucionou o modo de se ver e fazer cultura no
Estado de Pernambuco. Unindo frevo, maracatu, hip-hop e rock, foi um dos
criadores do que conhecemos como umas das expressões artísticas mais importantes
dos anos 90: o movimento manguebeat.
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Pelo legado deixado à cultura pernambucana e
brasileira, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer e da
Empetur, dá o seu nome ao principal palco de Pernambuco, o Teatro Guararapes. A
partir desta quarta-feira, o equipamento, que integra o complexo do Centro de
Convenções de Pernambuco há 40 anos, passa a se chamar Teatro Guararapes Chico
Science.
A cerimônia de mudança de nome foi realizada
no foyer do teatro, na manhã desta quarta-feira, 30. Participaram da cerimônia
o secretário de Turismo e Lazer do Estado, Rodrigo Novaes; o presidente da
Empetur, Antonio Neves Baptista; o secretário de Cultura de Pernambuco,
Gilberto Freyre Neto; o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto; o prefeito de
Olinda, Professor Lupércio, e o secretário de Cultura do Recife, Ricardo Melo.
A família do cantor foi representada por Jeferson França, irmão do artista.
Vários nomes da cena cultural do Estado também marcaram presença.
“O movimento manguebeat foi um dos mais
importantes da cena cultural brasileira nos anos 90. Os versos de Chico Science
são cantados até hoje por gente de todo o canto do País. Dar o seu nome ao
principal teatro do Centro de Convenções, uma das maiores plateias do Brasil,
reforça o compromisso do Governo do Estado com a cultura, a arte e o
entretenimento para a população e também para os visitantes que aqui chegam.
Esta homenagem chega num momento especial, que é a retomada a todo vapor das
atividades turísticas e culturais. Tenho certeza de que o espaço, que agora
leva o nome de Chico Science, vai sediar ainda muitos momentos inesquecíveis”,
comemora o secretário de Turismo e Lazer do Estado, Rodrigo Novaes.
O presidente da Empetur, Antonio Neves
Baptista, ressalta que a homenagem se estende a todos os artistas
pernambucanos. “É uma honra para o Centro de Convenções de Pernambuco, que é
administrado pela Empetur, contar agora com um teatro que leva o nome de um
artista tão importante para o Estado, como Chico Science. A decisão veio não só
como uma forma de destacar o legado de Chico, mas também de valorizar todos os
artistas da terra, que são responsáveis por elevar o nome de Pernambuco”,
salienta Neves Baptista.
Além do novo nome, o teatro passou por
melhorias. Foi revitalizado o jardim do foyer, que ganhou iluminação especial e
470 plantas ornamentais. Na entrada, foi substituída a adesivação, com alusão
ao artista pernambucano e ainda colocadas placas com a planta da plateia. Uma
placa em bronze marcando a data e totens de sinalização também foram
instalados. Banheiros e guarda-volumes também receberam sinalização nova.
Inaugurado com show de Ney Matogrosso, o
teatro é considerado um dos três maiores do Brasil, oferecendo uma plateia de
mais de 2.400 lugares. Pelo seu palco, passaram os maiores nomes da música,
dança e teatro do País, bem como cias.internacionais, a exemplo do Ballet
Imperial da Rússia e o Ballet Bolshoi.
CHICO
SCIENCE
Olindense, Chico Science nasceu em 13 de
março de 1966 e passou a infância e adolescência no bairro de Rio Doce. A
ligação mais forte com a música veio em 1987, quando formou seu primeiro grupo
musical, o Orla Oribe, de black music, e evoluiu com a banda Loustal, já
trabalhando com fusão de ritmos como soul, funk e hip-hop. O passo mais
importante do início de carreira foi dado em 1991, quando passou a integrar o
Lamento Negro, grupo afro de percussão, originando o Chico Science e Lamento
Negro, depois baizado de Chico Science e Nação Zumbi.
O primeiro disco, Da Lama ao Caos, foi
lançado em 1994, com músicas que viraram clássicos, a exemplo de A Praieira e A
Cidade, e emplacaram em rádio e trilha sonora de novelas. O segundo,
Afrociberdelia, de 1996, contou com a participação de Gilberto Gil, Marcelo D2
e Fred 04. Foi o disco do hino Maracatu Atômico. Chico Science faleceu em um
acidente automobilístico no Complexo de Salgadinho, em Olinda, em 2 de
fevereiro de 1997.
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